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Março Amarelo: Mês Mundial de Conscientização da Endometriose

No mês exclusivamente de comemoração ao Dia Internacional da Mulher, uma outra data chama a atenção, o mês de março foi escolhido também para a Conscientização da Endometriose. A Campanha “Março Amarelo”, como é conhecida, alerta para uma doença que afeta 176 milhões de mulheres em todo o mundo e 6,5 milhões no Brasil.

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Conhecida como a síndrome da mulher moderna, a endometriose muda completamente a vida das mulheres, o seu principal sintoma é a dor, muitas vezes severa, o que impede atividades da rotina diária. As características da dor podem ser: crônica, diária, com aumento significativo no período menstrual. Dor localizada no baixo ventre, podendo ocorrer durante as relações sexuais, ao urinar e/ou evacuar, além de poder levar a infertilidade.

A médica ginecologista, especialista em cirurgia ginecológica, Priscilla Rossi Baleeiro explica que a endometriose é uma doença crônica, inflamatória, estrogênio-dependente que ocorre principalmente durante o período reprodutivo da vida da mulher, caracterizando-se pela presença de tecido endometrial, fora da cavidade uterina, e que esse sangramento mensal fora do útero provoca uma reação inflamatória com consequente cicatrização e fibrose no local. De acordo com ela, este ciclo de estímulo hormonal, reação inflamatória e cicatrização mês após mês, provocam aderências e fibroses nesses locais, que são os grandes responsáveis pelos principais sintomas da endometriose: Infertilidade e Dores.

Ela relata ainda que, infelizmente a endometriose é uma doença crônica e que muitas vezes o diagnóstico vem de forma tardia, porque em alguns casos os sintomas são banalizados ou por que a própria paciente não procura tratamento por acreditar que a dor que ela sente é normal, até que com o agravamento, evolução da doença, piora dos sintomas e pela incapacitação física surge a hipótese da doença.

“Ainda não descobrimos a verdadeira causa da endometriose. Alguns estudos comprovam que 51% dos casos vem de origem hereditária, ou seja, se algum parente de 1° ou 2° grau tenha, suas chances são ainda maiores. Outros fatores também são levados em conta, tais como: início da menstruação muito cedo, nunca ter engravidado, ciclos menstruais frequentes, menstruações que duram muitos dias, o não uso de anticoncepcionais hormonais”, informa Dra. Priscilla.

Segundo a Dra. Priscilla, as dores limitam a paciente a ter uma vida normal e o que ela mais escuta em seu consultório é o descaso que as pacientes sofrem todos os dias, em casa, pelos amigos e até mesmo no trabalho. Relatos de pacientes que chegam inconsoláveis, já exaustas, pedindo por socorro, além delas terem de suportar a dor crônica, têm que lidar com as críticas ou julgamentos, tais como: De novo com essa dor? Mais um dia você vai faltar na escola e/ou no trabalho? Vai tomar medicamento novamente?

Para a médica, esses relatos são comuns dentro do consultório, e o pior é que a dor não passa sem o tratamento correto. Infelizmente não existe cura para endometriose, mas existem tratamentos medicamentosos que reduzem muito os sintomas causados por ela.

E em casos onde a endometriose está em um estágio avançado ou sem melhora dos sintomas com tratamento medicamentoso, a cirurgia é necessária para a retirada de todos os focos de fibrose e da doença. “Associada aos cuidados com alimentação e atividades físicas conseguimos importante melhora da qualidade de vida para a paciente, que só deseja ser acolhida e entendida. O fato de ser uma doença que leva a paciente a se tratar por muitos anos, faz necessário que a paciente mantenha o uso de anticoncepcionais hormonais e cuidados redobrados com a alimentação e atividades físicas”, destaca a médica.

Dra. Priscilla recomenda que “se você sente alguns desses sintomas, converse com o seu médico ginecologista, se essa não for a especialidade dele, o mesmo te encaminhará para um especialista, que te orientará sobre quais exames realizar, uma avaliação do quadro clinico é realizada e a partir daí iniciaremos o melhor tratamento”.

Vale ressaltar que o diagnóstico da endometriose nem sempre é fácil, e que só existem alterações em exames de imagem, quando a doença já está avançada.

Esse mês é um marco e vem como uma contribuição significativa. Hoje já se fala muito mais na doença, que acometia muitas mulheres, que nem sabiam que tinham essa enfermidade.

A endometriose pode até ter o diagnóstico demorado, mas assim que descoberta, o ideal é que se inicie o quanto antes o tratamento. Não se acostume com a dor, afinal o normal é não sentir dor.

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