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Álvaro Vilaça

Coluna / Tempo Esportivo / Outra denúncia

Outra denúncia

Nos últimos dias o assunto “Ricardo Teixeira” voltou a freqüentar as páginas dos principais jornais do Brasil e do mundo. Uma matéria divulgada pela revista francesa France Football abordou uma possível compra de votos pelo Catar para ganhar o direito de ser sede da Copa do Mundo de 2022. O veículo publicou um dossiê de 20 páginas no qual voltou a afirmar que a vitória do País se deveu sobretudo a uma manobra financeira, com o apoio de algumas Confederações e de pessoas influentes que atuam no meio.

Segundo o periódico, o presidente da Uefa, o francês Michael Platini, foi um dos responsáveis pela negociação que levou o Catar a ganhar o direito de organizar a Copa do Mundo. Tudo teria começado em 23 de novembro de 2010 no Palácio do Eliseu, residência oficial do presidente da República Francesa, onde um almoço secreto teria reunido o ex-presidente Nicolas Sarkozy, além de Platini, o príncipe catariano Al-Thani e o então dono do Paris Saint-Germain.

De acordo com a revista, os catarianos se comprometeram com o resgate do clube francês, devolvendo-o à época de glória, e a criar um canal de televisão que enfraquecesse a potência da rede francesa Canal +. Em troca, Platini deveria deixar de apoiar a candidatura dos Estados Unidos à sede do Mundial de 2022.

O nome de Ricardo Teixeira surge nessa história, de acordo com a publicação francesa, que é parceira da Fifa na premiação Bola de Ouro, por causa de um amistoso entre Brasil e Argentina, em novembro de 2010, no Catar. O jogo seria um forte indício de que o ex-dirigente teve participação no episódio. O amistoso rendeu aos cofres das duas confederações US$ 7 milhões cada (R$ 14, 1 milhões). À época, uma partida amistosa renderia, em média, US$ 1,2 milhões (R$ 2,4 milhões) à Confederação Brasileira de Futebol.

Com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo batendo à porta aqui no Brasil, não haveria momento pior para que esse tipo de assunto voltasse a circular no meio do futebol internacional.

Há quem acredite que, a “Era Ricardo Teixeira” rendeu ao Brasil alguns de seus principais títulos, como duas Copas do Mundo, duas Copas das Confederações e seis Copas Américas. São números inquestionáveis, é bem verdade, mas a cada novo escândalo envolvendo o nome do ex. dirigente, soma-se um prejuízo incalculável ao futebol brasileiro, dentro e fora de campo.

Muitos jogos na Arena

Muito se falou que a Arena do Jacaré se transformaria num grande elefante branco, após os retornos de Atlético, Cruzeiro e América para Belo Horizonte.
Quase um ano após a reinauguração do Estádio Independência e na semana de reabertura do novo Mineirão, nos deparamos com a notícia de que Sete Lagoas pode abrir jogos de até quatro equipes profissionais em 2013.

Além dos representantes da cidade, Democrata e Minas, que vão disputar o Módulo II do Campeonato Mineiro a partir de 16 de fevereiro, o ex Ipatinga e agora Betim, deve mandar suas partidas pelo mesmo campeonato em Sete Lagoas.

As novidades não param por aí: Com o veto da Federação Mineira de Futebol ao Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima, que segue enfrentando seus intermináveis problemas estruturais e de gramado, o Villa Nova também deverá jogar na Arena do Jacaré. Se isso realmente for mantido para todo o Campeonato da Série A, o Villa poderá, inclusive, proporcionar aos torcedores de Sete Lagoas e região, duas partidas contra grandes da capital aqui na cidade. Os jogos contra o Cruzeiro na 8ª rodada e América, na 10ª rodada do Estadual, indicam mando de campo do Leão do Bonfim.

De toda forma, cabe ressaltar que a mudança de endereço no Campeonato Mineiro de 2013 não é uma exclusividade do Villa Nova. O Guarani deixa Divinópolis para mandar jogos em Nova Serrana, onde foi construído um belo e moderno estádio.

Problemas políticos fizeram com que o Nacional, daquela cidade, transferisse todas as suas partidas para a longínqua Patos de Minas, distante 280 km de Nova Serrana.

Houve ainda um grande risco da Tombense não jogar em Tombos, podendo optar por Muriaé ou Leopoldina. Mas pelo menos esse transtorno parece ter sido contornado.

Essa situação do antigo Ipatinga, que se transformou em Betim e que manda jogos em Sete Lagoas, é algo que beira o cúmulo do ridículo. Fico me perguntando o que deve passar na cabeça dos dirigentes...será que eles pensam que dessa forma, dirigindo um clube nômade, que manda jogos a 80 km da nova cidade-sede e a 300 km da antiga, conseguirão formar torcedores e fortalecer a instituição, com um projeto a longo prazo? É algo para ser refletido e repensado!

Boa medida

O Vasco está proibido de utilizar o terceiro uniforme (azul) em jogos oficiais e apresentações de atletas para a imprensa. A Justiça do Rio de Janeiro alegou desrespeito ao estatuto e determinou a sentença.

A ação foi movida por um conselheiro benemérito da instituição. O autor alegou que o clube desrespeitou o artigo 7º do estatuto, no qual os uniformes precisam conter as cores do escudo. Entre outras estratégias, o Cruzmaltino se defendeu com a afirmação de que o modelo comemorativo rendeu R$ 1 milhão em vendas, em apenas um ano.

Num mundo cada vez mais mercantilista, como é o do futebol, os profissionais de marketing buscam toda e qualquer forma de inovação, com o intuito de despertarem nos torcedores, um interesse maior na aquisição do novo produto, que renderá mais dinheiro aos cofres do clube.

Nesse sentido, já vi o Atlético disputar jogos no ano de seu centenário, em 2008, com uma camisa marrom. O Flamengo andou jogando de amarelo. O Cruzeiro já jogou de verde. O Palmeiras usa o verde limão e até o azul de vez em quando. Sei que muitas vezes as cores estão associadas ao passado dos clubes e que em casos como os do Cruzeiro e do Palmeiras, as cores da bandeira italiana também fazem parte de algumas edições dos uniformes reservas, mas convenhamos, é preciso dar um basta nisso: O Atlético é alvinegro, o Cruzeiro é celeste, o Flamengo é rubro negro, o Palmeiras é alviverde e ponto final!

História quase centenária

No último dia 02 de janeiro o Cruzeiro completou 92 anos de existência. No próximo dia 25 de março o Atlético vai comemorar o seu 105º aniversário. Juntos, eles protagonizaram os momentos mais emocionantes do futebol mineiro e somam quase 20 milhões de torcedores em todo o País.

Para a reinauguração do Mineirão, não poderia haver uma escolha mais acertada do que o clássico entre os dois maiores times do estado. Gol de placa do Governo de Minas Gerais. A partida de domingo vai valer três pontos e marcará a abertura do Campeonato Mineiro de 2013, embora tenhamos jogos programados para o sábado.

Sobre favoritismo, mesmo estando o Atlético com a base competente de 2012 e o Cruzeiro com um novo time, com 12 caras novas, a história do clássico quase centenário me ensinou a ser mais comedido e não apontar um possível ganhador antes do apito final do árbitro.

Sobre a rivalidade, qualquer coisa que se fale ou se escreva nesse momento, torna-se desnecessário. Eles não combinam nem mesmo nos números.
Eis alguns números do confronto, segundo o Cruzeiro:

Total de Jogos: 424
Vitórias do Cruzeiro: 143
Empates: 114
Vitórias do Atlético: 167
Total de Gols: 1.140
Gols do Cruzeiro: 539
Gols do Atlético: 601

Eis alguns números do confronto, segundo o Atlético:

Total de jogos: 475
Vitórias do Atlético: 192
Empates: 125
Vitórias do Cruzeiro: 158
Total de Gols: 1.288
Gols do Atlético: 681
Gols do Cruzeiro: 607

Primeiro Jogo: Cruzeiro 3 x 0 Atlético, no dia 17 de abril de 1921 em amistoso no Estádio Prado Mineiro, antigo Palestra Itália.
Último Jogo: Atlético 3 x 2 Cruzeiro, no dia 2 de dezembro de 2012 em jogo válido pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2012, no estádio Independência.




Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de Tv, narrador e repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.


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