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Clássico sul-americano está confirmado para setembro e Peru aguarda adversário / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

As duas seleções tinham combinado um amistoso no dia 11 de junho, na Austrália. O objetivo era cumprir o contrato comercial com a empresa Pitch, que organiza esse tipo de evento para ambas. A liga australiana marcou data, horário, local e já até vende ingressos para a partida. O problema é que a Fifa decidiu remarcar o clássico suspenso do ano passado e causou uma complicação na agenda em razão do duplo enfrentamento.

Foto ilustrativa/Reprodução: InternetFoto ilustrativa/Reprodução: Internet

Assim, a partida pendente entre Brasil e Argentina pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo tem data para ser jogada. A Fifa confirmou o confronto para o dia 22 de setembro em território brasileiro.

O confronto, no entanto, ainda tem pendências a serem confirmadas. Com a data definida, ainda resta uma definição quanto ao horário da partida e o local em que o clássico será realizado.

O jogo, originalmente, teve início no dia 5 de setembro de 2021. No entanto, com poucos minutos de bola rolando, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) interrompeu o confronto ao entrar em campo para deter jogadores argentinos que haviam entrado no Brasil violando as regras sanitárias da COVID-19.

A Fifa informou às federações brasileira e argentina da decisão na sexta-feira passada (22). A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tem até o próximo dia 22 de junho para definir qual estádio irá receber a partida.

O clássico entre a seleção amarelinha e os hermanos, no entanto, não terá grande impacto na tabela de classificação. Com 45, os comandados por Tite não podem mais perder a liderança. A Argentina, na 2ª posição, tem 39, podendo chegar somente a 42 pontos em caso de vitória.

Brasil, Argentina, Uruguai e Equador estão confirmados na Copa do Mundo do Catar, em novembro.

O Peru terminou em 5º lugar e conseguiu a vaga na repescagem. A seleção 'inca' enfrentará em um jogo único (no dia 13 ou 14 de junho, em Doha) o quinto colocado da zona asiática valendo uma vaga na Copa do Mundo.

Tempo Esportivo

1º Tempo

O novo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, expressou no relatório de gestão apresentado na semana passada a federações e clubes, que pretende reaproximar a Seleção Brasileira do torcedor nacional, marcando mais jogos para o território doméstico. Mas esse objetivo ainda não será alcançado de imediato. Em junho, por exemplo, a equipe de Tite fará jogos em Coreia do Sul, Japão e Austrália. Em setembro, a programação atual prevê partidas nos Estados Unidos. Uma mudança de cenário depende de uma guinada em um aspecto comercial que há tempos vigora na CBF.

Na era Ricardo Teixeira, a entidade viu que os amistosos poderiam ser uma pequena mina de ouro e repassou os direitos de exploração comercial para empresas estrangeiras. Um contrato famoso foi assinado em 2006, por exemplo, com a International Sports Events (ISE), ligada ao Dallah Albaraka Group (DAG) - com sede na Arábia Saudita.

O contrato atual expira em dezembro deste ano, colocando a CBF diante de um cenário crucial para definir a política de amistosos a partir de 2023. A cada partida, a Pitch, atual gestora, paga cerca de 2 milhões de dólares à CBF (assim como os contratos de patrocínio, a variação cambial afeta a rentabilidade).

Outro elemento que pode movimentar esse mercado de amistosos é a discussão em torno da Nations League. O movimento de aproximação entre Uefa e Conmebol é interessante para acabar com a falta de jogos do Brasil contra europeus. Ao mesmo tempo, pode restringir ainda mais o período para amistosos e ainda gerar um ajuste na fórmula das Eliminatórias. Ninguém quer ficar jogando à toa e diante de seleções que pouco vão agregar, do ponto de vista técnico.

2º Tempo

O Cruzeiro está na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, mas com a ambição de voltar à elite nacional. Até por isso, uma das bandeiras de Ronaldo Fenômeno tem sido a organização do futebol brasileiro em torno de uma Liga organizada pelos clubes. Mas o sonho do agora gestor celeste tem sido difícil de ser colocado em prática.

Ronaldo chegou a dizer que há, pelo menos, dois grupos de clubes, que não conseguem chegar a um consenso neste momento. Os projetos defendidos são diferentes em vários aspectos.

Ronaldo entende que os clubes brasileiros precisam mostrar uma união para que seja possível evoluir nesse sentido da Liga. Para o mandatário cruzeirense, ela vai trazer inúmeros benefícios para o futebol brasileiro. Vai padronizar muitas coisas, vai aumentar as receitas de todos os clubes e vai melhorar muito a qualidade de transmissão e a imagem do futebol brasileiro.

O desejo da criação de uma liga é antigo no futebol brasileiro. As principais ligas do futebol mundial (como a Premier League e La Liga) são organizadas em formato independente das confederações e por isso, conseguem arrecadar um alto valor com acordos de transmissão e outros patrocinadores.

 



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