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Democrata chega a última rodada do Módulo II com risco de queda para a Série C / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

O Democrata viveu muitas dificuldades durante o Campeonato do Módulo II. Dentro de campo, a equipe mostrou-se pouco efetiva, sobretudo para fazer gols (foram apenas 04 em 10 jogos) e chega à última rodada da fase classificatória com risco de rebaixamento para a Terceira Divisão Estadual de 2022.

Foto ilustrativa/Reprodução: InternetFoto ilustrativa/Reprodução: Internet

Neste momento, Serranense e Aymorés de Ubá estão na zona da degola, porém, ainda possuem chances matemáticas de se salvarem.

O Democrata depende apenas dele: Se vencer o Democrata de Governador Valadares estará com a permanência no Módulo II matematicamente assegurada. Se empatar, provavelmente também obterá êxito, dependendo de critérios do saldo de gols. Ainda que perca, a continuação na Série B será concretizada, desde que Serranense e Aymorés não vençam os seus compromissos na rodada derradeira.

O presidente Renato Paiva comentou sobre as expectativas que foram criadas antes do início da competição e a situação atual do clube: “Estamos aprendendo o tempo todo. Havia uma expetativa muito grande, montamos um elenco pra brigar na parte de cima da tabela. Fizemos alguns jogos equilibrados contra bons times do Módulo II. Nosso trabalho é de médio e longo prazo e objetivo agora, obviamente, é não cair para a Série C. Pensando pra frente, vamos investir nas categorias de base para colhermos frutos no futuro. A turma aqui trabalha demais, coisas boas estão por vir e temos esperança de um 2022 melhor”.

O presidente também falou sobre projetos futuros: “Os próximos anos do Democrata já estão sendo traçados, na verdade, o planejamento que estamos fazendo é para 10 ou 15 anos. Precisamos conseguir, imediatamente, um terreno para realizarmos nossos treinamentos. Estamos conversando com a Prefeitura, ainda não desistimos de recuperar o Recanto do Jacaré. Temos um passivo que está sendo trabalhado, dívidas que precisam ser equacionadas, porém, estou muito otimista e tem muita coisa boa pra acontecer, não sei quando isso vai se efetivar, mas o nosso momento vai chegar, o trabalho aqui e muito sério”.

Com relação à rodada final do Campeonato Mineiro do Módulo II, todos os jogos serão realizados no sábado, às 15 horas. A programação é a seguinte:

Villa Nova x Tupynambás – Nova Lima
Guarani x Tupi – Divinópolis
Ipatinga x Betim - Ipatinga
Democrata-SL x Democrata-GV – Sete Lagoas
Aymorés x União Luziense - Ubá
Nacional x Serranense – Muriaé

Ao final da rodada deste sábado, os quatro melhores colocados se classificam para o Quadrangular Final, que será disputado no sistema de todos contra todos, em turno e returno, entre os dias 4 de setembro e 2 de outubro. Os dois melhores colocados sobem para a elite em 2022.

A Rádio Eldorado de Sete Lagoas está fazendo a transmissão de todas as partidas do Democrata no Campeonato Mineiro do Módulo II. A emissora pode ser sintonizada através do canal 1.300 AM. Pelo facebook ou ainda pelo aplicativo da emissora, que pode ser baixado no site www.eldorado.1300.com.br.

1º Tempo

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, explicou em entrevista coletiva, os motivos para proibir novamente a presença de torcida nos estádios da capital. Segundo ele, os dois jogos de semana passada (Atlético-MG x River e Cruzeiro x Confiança) não respeitaram as regras e protocolos de segurança no combate à pandemia.

Kalil destacou que a proposta de voltar a ter público nos estádios foi da Prefeitura. Ele ressaltou que Belo Horizonte foi pioneira na tentativa do retorno das torcidas e que a iniciativa foi exclusivamente da administração municipal.

O prefeito ainda explicou que a proibição não é definitiva, que o objetivo da tentativa de reabertura era aproveitar o bom momento do Atlético, além de ter os torcedores para ajudar na recuperação de América e Cruzeiro nos Brasileiros das Séries A e B, respetivamente.

Enquanto isso, a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte em novamente proibir a presença de público nos estádios segue gerando atrito com os clubes, que são contrários à medida. Ricardo Guimarães, ex-presidente e integrante do atual colegiado de administração do Atlético, não poupou críticas à PBH.

Ricardo se disse abismado com a proibição e disse que a prefeitura também tem culpa pelos erros ocorridos nos protocolos dos jogos da última semana. Sem citar nomes, o empresário disse que a decisão tem a ver com a política do Atlético. Vale lembrar que Alexandre Kalil presidiu o Galo e ainda tem influência interna no clube.

Sobre as declarações de Ricardo Guimarães, Kalil reagiu de forma veemente: “Recebi um ataque descabido, virulento, asqueroso do senhor Ricardo Guimarães. Um ataque lido, porque nesse ataque eu tive duas surpresas muito grandes. Primeiro que o Ricardo Guimarães tem um novo atributo: coragem, que nunca foi o seu forte. Convivi com ele dentro do Atlético e coragem nunca foi um atributo do senhor Ricardo Guimarães. E a falta de fluência na leitura, porque se nós revisarmos aquela entrevista, entre aspas, ele simplesmente leu um editado e pela dificuldade de leitura, talvez tenha sido escrito por um assessor de imprensa ou por outra pessoa. Primeiro item que eu anotei é que ele se autodenomina eterno colaborador. Eu quero avisar para a torcida do Atlético, que talvez nem se lembre que o senhor Ricardo Guimarães foi o presidente que nos empurrou para a Segunda Divisão, que é, sem dúvida nenhuma, nos 113 anos de história do nosso clube, o pior presidente que já passou por lá, que manchou a nossa camisa, que entristeceu o nosso manto sagrado. Há 15 anos o senhor Ricardo Guimarães cobra juros do Atlético e garantia real de contratos de televisão. Então, ele não é um eterno colaborador. E isso é de fato constatação a quem interesse investigativo. É só pegar na minha gestão todos os contratos de empréstimos, além de juros, tinham garantias reais. E a dívida, pseudo dívida, que o Atlético tem com o senhor Ricardo Guimarães é exclusivamente do seu mandato, porque nos outros nenhum presidente saía devendo o seu banco, porque estavam todos amarrados em contratos de televisão, com os devidos juros e correção monetária. Os contratos do meu tempo estão lá, provavelmente do tempo do Daniel (Nepomuceno) estão lá, o outro tá lá. Então, é só pegar os contratos pra ver se foi dinheiro colocado por caridade pelo eterno colaborador”, destacou Kalil.

Sem fazermos juízo de valor e sem tomar partido de ninguém, se tem uma coisa que o Atlético não precisa neste momento é desse tipo de intriga, uma rusga que só vai atrapalhar na caminhada do clube na temporada 2021. Não se sabe ao certo o que aconteceu nos bastidores, mas são nítidos os discursos de parte a parte com um tom de agressividade e até de ameaça por assuntos do passado que poderiam vir à tona. Triste, muito triste!

2º Tempo

Enquanto terá pela frente dois jogos fora de casa na Série B do Campeonato Brasileiro, diante de CRB e Goiás, o Cruzeiro pensa em alternativas de estádios para mandar o duelo com a Ponte Preta, no dia 7 de setembro, pela 23ª rodada. Com a nova proibição de público nos estádios de Belo Horizonte, Mané Garrincha (Brasília) e Arena do Jacaré (Sete Lagoas) surgem como alternativas principais.

O Cruzeiro tornou pública a possibilidade de levar os próximos jogos como mandante para fora de BH, mas não citou quais são as alternativas. Fato é que a administração do clube e integrantes do departamento de futebol querem contar com a presença do torcedor. Consideram que o público será fundamental na tentativa de arrancada na Série B.

Sete Lagoas está cerca de 70 km distante da capital. O Cruzeiro atuou em um jogo na Arena do Jacaré nesta temporada, diante da URT, pelo Campeonato Mineiro. Em 2010 e 2011, quando Mineirão e Independência estavam passando por reforma, Sete Lagoas recebeu partidas da Raposa. Respeitando a regra de utilização máxima de 30% da capacidade total, jogos no estádio poderiam ter até 6 mil torcedores.

O Mané Garrincha aparece como possibilidade para ter mais gente nas arquibancadas. Os 30% permitidos na capital federal correspondem a cerca de 20 mil torcedores. Há muitos cruzeirenses na região, mas dificultaria o atendimento aos sócios-torcedores. Até o início da próxima semana a diretoria deverá definir o destino do clube.

 





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