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Vanderlei Luxemburgo reestreou à frente do Cruzeiro com vitória diante do Brusque / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

Começou bem! A "era Vanderlei Luxemburgo" está completando apenas a primeira semana, mas o treinador já vê efeitos da sua chegada ao Cruzeiro e seu objetivo de promover um "choque de gestão" no clube. Não só dentro da sua área, o futebol. Mas também fora dele. O objetivo? O acesso à Série A do Brasileiro.

Foto: Reprodução/InternetFoto: Reprodução/Internet

Vanderlei chegou com a missão de, claro, tirar inicialmente o Cruzeiro da briga contra o rebaixamento e possibilitá-lo de se aproximar da briga pelo acesso, o grande objetivo. Mas para isso apontou que seria importante criar uma sinergia entre jogadores, comissão técnica e diretoria. Um pacto de comprometimento entre todas as partes.

O treinador já teve esse retorno, quando o clube recebeu o aporte de R$ 8 milhões, aproximadamente, de um dos parceiros, para realizar o pagamento de jogadores e funcionários da Toca da Raposa. O clube ainda precisa pagar atrasados de funcionários de "outras áreas".

Com os jogadores, Luxemburgo deu uma injeção de ânimo e uma renovada no astral do grupo. Na conversa no primeiro treino deixou bem claro para os atletas que quem não estivesse satisfeito ou confortável, poderia sair do clube.

As próximas semanas serão decisivas para a implementação de sua filosófica de trabalho, altos e baixos deverão ocorrer, pelo menos num primeiro momento, mas as perspectivas já são melhores, até porquê, pior do que estava seria muito difícil de ficar! Boa sorte a Luxemburgo e seus comandados!

2º Tempo

A 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A teve um resultado que surpreendeu a todos do mundo do futebol, não só pelo triunfo, mas pelo placar elástico no Maracanã: Flamengo 0 x 4 Internacional.

Antes de acontecerem no campo, jogos de futebol são disputados algumas vezes na mente de seus treinadores. Em geral, cada um planeja a partida que gostaria de ver, o roteiro mais confortável para seu time. E tentam fazer com que os 90 minutos correspondam a suas intenções. No Maracanã, Renato Gaúcho e Diego Aguirre queriam jogos totalmente distintos. O resultado elástico indica que tudo correu muito mais à maneira do uruguaio. Mas a vitória do Internacional, embora incontestável, também tem uma marca absolutamente comum no futebol: por vezes, pequenas circunstâncias encaminham o jogo para o que um dos lados quer. E após se ver em vantagem, especialmente no segundo tempo, o colorado se viu absolutamente confortável e foi extremamente eficiente.

Saiu do Maracanã um Internacional com a confiança renovada. Os 4 a 0 sobre um time que vinha de vitórias e goleadas em sequência deu a sensação de uma atuação exemplar, de um time pronto. Não é o caso. Mas o jogo talvez tenha sido a melhor versão do que se esperava ver sob o comando de Diego Aguirre: marcação intensa e eficácia ao contra golpear. Talvez um norte tenha sido encontrado.

Os rivais do Flamengo, certamente, sentiram-se um pouco aliviados, o time de Renato Gaúcho, embora continue sendo o melhor do país, mostrou que é composto de mortais e não é imbatível, como as últimas atuações da equipe chegou a sugerir!

Brasil faz história em Tóquio e alcança suas melhores marcas

Os Jogos Olímpicos de Tóquio chegaram ao fim no último final de semana e o Brasil tem motivos para celebrar a sua participação nesta edição do maior evento esportivo do planeta. Por mais que algumas decepções tenham marcado o esporte brasileiro, ao longo dos 19 dias de competição, o país quebrou o seu recorde de medalhas conquistadas em Olimpíadas e despontou como uma das potências em novas modalidades inseridas a partir desde ano.

Antes dos Jogos de Tóquio, o maior número de medalhas conquistadas pelo Brasil em uma edição de Olimpíadas havia sido em 2016, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o país subiu ao pódio 19 vezes, com sete ouros, seis pratas e seis bronzes. No Japão, os brasileiros chegaram à marca de 21 medalhas, sendo sete ouros, seis pratas e oito bronzes.

As principais novidades dos Jogos de Tóquio foram as cinco modalidades estreantes: skate, surfe, karatê, escalada e beisebol. Apesar de não ter sido representado por nenhum atleta nos três últimos esportes, o Brasil mostrou a sua força no skate e no surfe.

A primeira medalha do país em Tóquio foi a prata conquistada por Kelvin Hoefler, no skate park. Um dia depois, foi a vez de Rayssa Leal, a Fadinha, de apenas 13 anos, subir no segundo lugar mais alto do pódio. Já nesta última semana, na modalidade park, Pedro Barros também levou a prata e fechou a participação brasileira no skate com um saldo para lá de positivo.

No surfe, o Brasil conquistou apenas uma medalha, mas foi o primeiro ouro do país em Tóquio. Dominante do início ao fim na competição, o potiguar Ítalo Ferreira atropelou o japonês Kanoa Igarashi na final e alcançou a glória máxima. Por outro lado, Gabriel Medina, tido como uma das principais esperanças brasileiras para subir ao pódio, deixou o Japão sem conquistar uma medalha, com derrotas na semifinal e na disputa pelo bronze.

Outra grande decepção foi o vôlei de praia. O Brasil, que costuma ser uma potência na modalidade, nem sequer disputou uma semifinal. As duplas Evandro/Bruno Schmidt e Agatha/Duda caíram ainda nas oitavas de final, enquanto Ana Patricia/Rebecca e Alison/Alvaro foram eliminadas nas quartas.

No vôlei de quadra, a seleção masculina, atual campeã olímpica, interrompeu uma sequência de quatro Jogos subindo no pódio ao ser derrotado pela Argentina na disputa pelo bronze. Com a derrota do Brasil para os Estados Unidos na final do feminino, o país também encerrou uma participação olímpica sem conquistar um ouro pela primeira vez desde 2000.

Quem fez história em Tóquio foi Rebeca Andrade. Além de ter encantado o mundo em sua apresentação de solo ao som de "Baile de Favela" e ter levado a prata no individual geral, a atleta conquistou o ouro no salto, sendo a primeira ginasta brasileira a subir no lugar mais alto do pódio em Olimpíadas.

Confira todas as medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio:

Ouro: Ítalo Ferreira (surfe), Rebeca Andrade (salto na ginástica artística), Martine Grael/Kahena Kunze (vela classe 49er FX), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Isaquias Queiroz (canoagem C1 1000m), Hebert Souza (boxe entre 69kg e 75kg) e futebol masculino.

Prata: Kelvin Hoefler (skate street), Rebeca Andrade (individual geral na ginástica artística), Rayssa Leal (skate street), Pedro Barros (skate park), Beatriz Ferreira (boxe entre 57 e 60kg) e vôlei feminino.

Bronze: Daniel Cargnin (judô), Fernando Scheffer (natação 200m livre), Mayra Aguiar (judô), Luisa Stefani e Laura Pigossi (tênis), Bruno Fratus (natação 50m livre), Abner Teixeira (boxe até 91kg), Thiago Braz (salto com vara) e Alison dos Santos (400m com barreiras).

 




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