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Airton foi o autor do gol e um dos destaques do Cruzeiro na vitória sobre o Atlético / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

Com justiça o Cruzeiro venceu o clássico contra o Atlético por 1 a 0, no último final de semana, em jogo disputado no Mineirão. Valendo a 9ª rodada do Campeonato Mineiro, a Raposa conseguiu seu gol com Airton, anotado na segunda etapa.

Foto: Reprodução/InternetFoto: Reprodução/Internet

O primeiro tempo foi marcado por poucas chances de gol. O Cruzeiro iniciou a partida avançando suas linhas de marcação, mas depois foi recuando e deixando a posse de bola com o Galo que, mesmo criando pouco, teve as melhores oportunidades.

A segunda etapa marcou um início melhor do Cruzeiro, ocupando o campo de ataque e buscando uma pressão. No entanto, aos sete minutos o Galo teve uma chance clara com Vargas, que saiu de frente com o Fábio, mas não passou pelo experiente goleiro. Aos 11, Keno conseguiu boa cabeçada em cobrança de escanteio que passou muito perto do gol.

Quando o Atlético vinha se encontrando no jogo, o Cruzeiro abriu o placar com Airton. O atacante se movimentou bem, recebeu bom passe de Rafael Sobis, e saiu na cara do gol, tirando do goleiro Everson. Aos 22 minutos, Bruno José quase ampliou após cruzamento, finalizando muito perto da meta do atleticano.

Faltou muita coisa (ou quase tudo) ao Atlético, mas, acima de tudo, faltou entender o peso do jogo que disputou. A maioria dos atletas relacionados (13 de 23) eram estreantes pelo Galo no maior clássico do futebol mineiro, duelo que completa 100 anos de história em 2021.

Um Cruzeiro x Atlético é capaz de derrubar treinadores, rescindir contratos, motivar protestos, promover mudanças radicais em um elenco, direcionar rumos de temporadas azuis e alvinegras. O papo de que "é um campeonato à parte" não é da boca para fora. De fato é. E, por isso, precisa ser disputado, sempre, em qualquer circunstância, como uma decisão.

Ignorando as arquibancadas vazias e o palco morno, o Cruzeiro se comportou de forma condizente ao que o jogo pedia. O Galo passou muito longe disso. E a explicação da (justa) derrota passa por aí.

Pelo lado celeste, o fato de todos os jogadores terem merecido elogio é uma vitória para Felipe Conceição. O recado é de evolução coletiva, que potencializa individualidade. A resposta em campo foi fundamental para a sequência de trabalho no Cruzeiro. Mesmo que tivesse levado o empate – ou até mesmo a virada –, o que foi apresentado chancelaria, de igual forma, que o time está em evolução.

A vitória foi um prêmio justo pelo que foi apresentado em campo e, no psicológico, representa muito para um processo que precisa, a qualquer custo, terminar com o retorno à Série A, daqui oito meses. Em termos de tabela, o resultado também dá um respiro de que, muito provavelmente, o Cruzeiro disputará as semifinais do Estadual.

O que não dá é para tirar os pés do chão. O Atlético segue favorito ao título do Campeonato Mineiro, que não é obrigação do Cruzeiro. O foco deve ser, durante toda a temporada, a disputa da Série B. A atuação diante do rival não credencia ninguém do clube a achar que tudo está certo. Ano passado, recheado de garotos, o Cruzeiro também igualou no clássico, mas foi só aquilo. Mais nada foi feito. O elenco atual é melhor, o treinador tem futuro mais promissor, mas seguir o caminho de crescimento é primordial. Se o nível de disputa na Série B for o mesmo do clássico, já é um ótimo passo rumo à elite.

Tudo pronto para o início fase de grupos da Copa Libertadores

A Copa Libertadores da América, maior competição de clubes do futebol sul-americano, chega a mais uma edição de sua gloriosa história. Na semana passada os clubes participantes conheceram seus caminhos na primeira fase, os grupos, com jogos que iniciam já no dia 20 de abril.

Na edição 2021 da Libertadores, a premiação será a maior prevista entre todas as competições do cenário sul-americano.

Como de costume, todos os envolvidos no sorteio foram divididos em potes para o sorteio. Os critérios utilizados foram o ranking da Conmebol, além das conquistas dos títulos organizados pela entidade na última temporada (Copa Sul-Americana e Copa Libertadores da América 2020).

Veja como ficaram os 08 grupos da primeira fase:

GRUPO A: Palmeiras, Defensa y Justíca, Universitario-PER e G-2 (Grêmio / Del Valle)
GRUPO B: Olimpia, Internacional, Dep.Táchira-VEN e Always Ready
GRUPO C: Boca Juniors, Barcelona-QUE, The Strongest e G-4 (Santos / San Lorenzo)
GRUPO D: River Plate, Santa Fé-COL, Fluminense e G-3 (Bolivar / Junior)
GRUPO E: São Paulo, Racing, Sporting, Cristal-PER Rentistas-URU
GRUPO F: Nacional-URU, Univ.Católica, Arg. Juniors-ARG e G-1 (Libertad / Nacional)
GRUPO G: Flamengo, LDU-QUE, Vélez-ARG e Unión La Calera
GRUPO H: Cerro Porteño-PAR, Atlético, América de Cali-COL e Dep. La Guaira-VEN

Assim como já acontece nas últimas edições, a Libertadores tem a maior premiação do calendário do futebol sul-americano. Para o vencedor da grande final, por exemplo, o valor pago pela Conmebol é de 15 milhões de dólares (cerca de R$82,5 milhões na cotação atual).

Para a edição de 2021, a Conmebol já divulgou que irá desembolsar, somando todas as premiações, aproximadamente 200 milhões de dólares (cerca de R$1,2 bi na cotação atual). Esta quantia será dividida entre todos os times participantes, de acordo com as suas respectivas campanhas. Confira as premiações abaixo:

1ª fase preliminar: 350 mil dólares
2ª fase preliminar: 500 mil dólares
3ª fase preliminar: 550 mil dólares
Fase de grupos: 3 milhões de dólares
Oitavas de final: 1,05 milhão de dólares
Quartas de final: 1,5 milhão de dólares
Semifinal: 2 milhões de dólares
Vice-campeão: 6 milhões de dólares
Campeão: 15 milhões de dólares

Maior campeão da história da competição, o Independiente, da Argentina, não estará disputando a Libertadores. O clube, que passa por vários problemas fora de campo, inclusive financeiros nos últimos anos, ficou entre uma das piores campanhas do Campeonato Argentino.

Veja a lista dos maiores campeões da história da Libertadores abaixo:

Independiente: 7 (1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984)
Boca Juniors: 6 (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007)
Peñarol: 5 (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987)
Estudiantes: 4 (1968, 1969, 1970 e 2009)
River Plate: 4 (1986, 1996, 2015 e 2018)
Grêmio: 3 (1983, 1995 e 2017)
Nacional-URU: 3 (1971, 1980 e 1988)
Olimpia: 3 (1979, 1990 e 2002)
Santos: 3 (1962, 1963 e 2011)
São Paulo: 3 (1992, 1993 e 2005)
Atlético Nacional-COL: 2 (1989 e 2016)
Cruzeiro: 2 (1976 e 1997)
Flamengo: 2 (1981 e 2019)
Internacional: 2 (2006 e 2010)
Palmeiras: 2 (1999 e 2020)
Argentinos Juniors: 1 (1985)
Atlético-MG: 1 (2013)
Colo-Colo: 1 (1991)
Corinthians: 1 (2012)
LDU: 1 (2008)
Once Caldas: 1 (2004)
Racing: 1 (1967)
San Lorenzo: 1 (2014)
Vélez Sarsfield: 1 (1994)
Vasco da Gama: 1 (1998)
Maiores campeões da história da Libertadores por país:
Argentina: 25
Brasil: 20
Uruguai: 8
Colômbia: 3
Paraguai: 3
Chile: 1
Equador: 1

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.





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