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Reunião on line define detalhes do Campeonato Mineiro do Módulo II / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

Primeiro Tempo

O aproveitamento do Atlético fora de casa fez com que o título brasileiro ficasse cada vez mais distante. A equipe de Jorge Sampaoli tem uma queda brusca de desempenho quando sai do Mineirão e os números ajudam a entender isso.

Foto: Divulgação/InternetFoto: Divulgação/Internet

Em 17 jogos como visitante no Campeonato Brasileiro, o Galo teve cinco vitórias, três empates e nove derrotas, um aproveitamento de 35.3%.

Comparando com os jogos como mandante, nos mesmos 17 jogos são 13 vitórias, três empates e apenas uma derrota. Um aproveitamento de 82,4%.

A discrepância também se faz notar nos números de gols marcados e sofridos. Fora de casa, são 20 gols feitos e 30 gols sofridos. Já no Mineirão, são 38 gols feitos e 12 sofridos.

O Galo não venceu os últimos cinco jogos disputados longe de Belo Horizonte, com três derrotas e dois empates.

Na semana passada, os comandados de Sampaoli perderam por 1 a 0 para o Goiás, 18º colocado, no Estádio da Serrinha. Assim, o Atlético ficou com 60 pontos, enquanto o líder Internacional foi a 66 e o vice Flamengo apareceu com 65, após o empate no final de semana diante do Bragantino.

O esquema tático implantado pelo treinador argentino parece ser o principal responsável pelos resultados negativos, sobretudo diante de adversários que ocupam as últimas colocações na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. A fragilidade defensiva e a falta de jogo coletivo são explicações plausíveis para a maioria dos tropeços.

Se decidir permanecer no Atlético para o restante da temporada, Jorge Sampaoli precisará repensar alguns conceitos e entender que, mesmo querendo ser protagonista em todos os jogos, nenhuma equipe atinge os seus objetivos sem um mínimo de cuidados defensivos. Equilíbrio é a palavra chave para o sucesso!

Segundo Tempo

O Cruzeiro foi o primeiro time grande rebaixado no Brasileirão a deixar escapar o acesso na temporada seguinte. Não confirmou o favoritismo em 2020. Desde a rodada final da Série B, os mineiros vêm treinando sob discurso de não repetir o vexame em 2021. Apesar das dificuldades financeiras, algumas contratações já foram anunciadas pelo clube e outras ainda deverão acontecer nas próximas semanas. Mas os celestes terão de buscar superação, pois a divisão de acesso desta temporada pode ser a mais dura da história, com até cinco campeões nacionais.

Com a confirmação matemática da queda do Botafogo e o iminente rebaixamento do Coritiba na atual edição do Brasileirão, já serão quatro campeões no acesso, onde se encontram o Cruzeiro e o Guarani de Campinas. Além disso, há a possibilidade de o Bahia também cair. O campeão de 1959 e de 1988 está seriamente ameaçado. O tetracampeão Vasco também corre riscos e precisará lutar até a última rodada para evitar a queda.

Com orçamento menor e um elenco enfraquecido, justamente pela redução das receitas, sobretudo as cotas de televisão e a falta de torcida no estádio, o Cruzeiro terá de dividir o favoritismo e pode, mais uma vez, sofrer acima do habitual.

No fim do mês iniciam os estaduais e o Cruzeiro já falou que usará a competição para treinar para a Série B, o que pode ser um fator positivo. Largará à frente da concorrência no quesito entrosamento. Trouxe o técnico Felipe Conceição e efetivou Juliano Belletti na função de auxiliar técnico. Será mais um ano bastante desafiador!

América do Sul volta a decepcionar no Mundial de Clubes

A derrota do Palmeiras para o Tigres, no último domingo, marcou mais um tropeço precoce dos times sul-americanos no Mundial de Clubes da Fifa. É a terceira vez nas últimas cinco edições do campeonato que um time do continente sofre a queda ainda na fase semifinal. Ou a quinta vez em 11 disputas do torneio internacional.

Antes do revés do Palmeiras por 1 a 0, no Catar, o argentino River Plate decepcionou em 2018, ao ser eliminado nos pênaltis pelo modesto Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Dois anos antes, o colombiano Atlético Nacional caiu diante do Kashima Antlers, do Japão.

As duas quedas anteriores foram protagonizadas por brasileiros. Em 2013, o Atlético foi derrotado por 3 a 1 pelo Raja Casablanca, do Marrocos. A derrota mais inesperada, por ser a primeira de um brasileiro numa semifinal, foi a do Internacional diante do Mazembe, da República Democrática do Congo, pelo placar de 2 a 0, em 2010.

Uma equipe da América do Sul não levanta o troféu do Mundial desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea por 1 a 0, resultado que se tornou exceção diante dos revezes do continente antes mesmo da final. Um ano antes, o Santos levou 4 a 0 do Barcelona, sem qualquer chance. Em 2017, o Real Madrid dominou o Grêmio e, em 2019, na última edição antes da atual, o Flamengo chegou a levar o favorito Liverpool para a prorrogação, porém acabou caindo por 1 a 0 na decisão.

Nas 17 edições do Mundial sob organização da Fifa, o Brasil foi campeão por quatro vezes: com o Internacional, sobre o Barcelona, em 2006; o São Paulo, sobre o Liverpool, em 2005; e o próprio Corinthians, em 2012 e também logo na primeira edição com a chancela da entidade mundial, em 2000, em confronto nacional com o Vasco na final.

Com dificuldades para chegar à decisão, os times brasileiros poderão completar em 2022 um jejum de dez anos sem troféus no Mundial, que manterá seu formato por apenas mais uma edição, ainda neste ano, em dezembro, no Japão.

Depois disso, a Fifa deve implementar uma nova formatação, que só não estreará em 2021 por causa da pandemia do coronavírus. O novo modelo, com previsão de 24 clubes e predomínio dos grandes europeus, deve ser inaugurado em 2022, com investimento bilionário e sede na China, ao menos nas primeiras edições.

Ou seja, os times brasileiros ainda têm uma última chance de faturar o Mundial, em formato teoricamente "mais fácil", ainda neste ano. Depois disso, o campeonato se tornará um desafio muito mais complicado para os sul-americanos.

Reunião on line define detalhes do Campeonato Mineiro do Módulo II

A Federação Mineira de Futebol convocou os 12 clubes que participarão do Campeonato Mineiro do Módulo II para o Conselho Técnico da competição. Na reunião que será realizada de forma on-line, nesta terça-feira (9), às 14 horas, os clubes decidirão em votação a fórmula de disputa e o calendário do campeonato.

Além do Democrata de Sete Lagoas, foram convocados para o arbitral os seguintes clubes: Betim, Serranense, Democrata de Governador Valadares, Guarani de Divinópolis, Ipatinga, Nacional de Muriaé, Aymorés, Tupynambás, União Luziense e Villa Nova.

Ainda não se sabe se o modelo adotado na última edição será mantido. No Campeonato Mineiro do Módulo II 2020, os 12 clubes participantes jogaram a primeira fase em turno único, com cada time jogando 11 partidas. Já na segunda fase, os quatro primeiros da fase de classificação disputaram o quadrangular final no sistema de todos contra todos em jogos de ida e volta. Além disso, a competição tem a faixa etária sub-24, com os clubes podendo inscrever sete atletas acima desta idade.

A diretoria do Jacaré irá propor o adiamento do início do campeonato de abril para o segundo semestre. A ideia é ganhar tempo para que boa parte da população esteja vacinada até lá, o que possibilitaria a presença de público nos jogos. Se isso acontecer, é bem provável que os clubes também fiquem dispensados da realização de exames da covid-19 nos atletas e comissões técnicas, antes de cada jogo, o que reduziria de forma substancial as despesas para a disputa do Módulo II.

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.




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