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Legislativo vai em busca de efetivar políticas públicas para melhorar atendimento a autistas da cidade

Não há um número correto sobre a quantidade de pessoas com transtorno do espectro autista no Brasil devido à dificuldade em se fechar o diagnóstico, mas estimativas revelam que haja uma criança autista a cada 44 sem o transtorno. Esse dado vem aumentando nos últimos anos e preocupando agentes políticos de todas as esferas e aqui em Sete Lagoas não é diferente.

Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Sete LagoasFoto: Reprodução/Câmara Municipal de Sete Lagoas

Com o objetivo de ouvir famílias e especialistas em saúde, o presidente do Legislativo, Pr. Alcides (PP) promoveu, nessa quarta-feira (29), uma Audiência Pública com intuito de ouvir todos os lados para buscar políticas públicas efetivas para pessoas com o transtorno.

A palestra principal da noite foi com o casal de psicólogos especialista em autismo, Deivid Sampaio e Juliana Ventura que falaram sobre o transtorno e, primeiros sinais que a criança apresenta e a importância de o diagnóstico precoce. Dificuldade de comunicação também é um sinal. “Desde o início, a criança não aprende a se comunicar como as demais”, alerta Deivid. Dificuldade de sociabilização e dificuldade no uso da imaginação são também alguns dos principais sintomas.

Com o plenário lotado de mães que buscam um atendimento qualificado e humanizado para os filhos na rede pública, os agentes políticos presentes se sensibilizaram com o que foi colocado. “Nos faltam palavras diante dos relatos”, admitiu Pr. Alcides.

Sem um espaço para abordar o tema e as angústias diárias a Audiência foi a oportunidade de quem convive com autistas colocar para fora as dificuldades e sugerir o que pode ser melhorado. Alguns dos principais gargalos, de acordo com os relatos, são na educação e na saúde.

Para Marlem Mirely, “o desespero está nos olhos de cada mãe e de cada pai que está aqui”. Ela pediu que os encontros como o realizado pelo Legislativo possam ser mais frequentes, “mas políticas públicas precisam sair do papel. Estamos crentes que esta Casa vai fazer alguma coisa”, acredita.

Vivendo neste novo mundo desde o último ano, quando o filho teve o diagnóstico fechado para autismo, em outubro, Viviane de Abreu lamenta que “a cidade não tem nada sobre autismo. Fiz um crachá para meu filho, mas as pessoas não respeitam. As mães estão desesperadas e na educação a dificuldade é maior”, lamenta.

A luta de Regyane de Paula durou sete anos até o diagnóstico para o filho hoje com 15 anos. A mãe também encontra dificuldades na escola. “Este ano mesmo com laudo aconteceu um problema com o professor”. A experiência de Regyane serviu para mudar o comportamento com o filho mais novo de um ano e sete meses que também foi diagnosticado com o transtorno.

Encaminhamentos

O presidente da sessão, depois de absorver todos os relatos, colocou alguns pedidos que serão direcionados ao Executivo. “Encaminhar qual estatística de pessoas com TEA na cidade. Fazer uma ampla divulgação do significado do crachá para os autistas. Informar se o atendimento pelo SUS realiza o protocolo M-chat ou outro instrumento. Quais os tipos de atendimento especializado disponível para os autistas. Qual a disponibilidade de consultas e demanda reprimida. Há serviço psicológico para os pais foram os questionamentos que devem ser respondidos.

Com Câmara Municipal de Sete Lagoas



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