Oposição quer que Bolsonaro devolva dinheiro gasto em férias no sul do Brasil

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou que irá ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que o presidente Jair Bolsonaro devolva aos cofres públicos o dinheiro gasto nas férias que passa em São Francisco do Sul (SC). O objetivo do senador é que o valor seja destinado às vítimas de enchentes na Bahia.

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Randolfe também quer convocar o ministro de Relações Exteriores, Carlos Alberto França, para dar explicações no Senado sobre o assunto, o que deve acontecer em fevereiro de 2022, na volta do recesso parlamentar do Congresso Nacional.

O presidente está no litoral catarinense desde a segunda-feira (27) com a família e deve retornar a Brasília somente na próxima segunda (3). Desde que chegou ao local, ele tem provocado aglomeração com apoiadores e feitos passeios de moto aquática. Para isso, foi visto se divertindo em um jet ski, transportando a filha Laura na garupa. No equipamento, era possível ver a marca “Marinha do Brasil” estampada.

Os seguranças de Bolsonaro, que o acompanham durante o descanso, também usaram motos aquáticas da Marinha para acompanhar o presidente. Até o momento, a instituição não se manifestou sobre a cessão do jet ski, financiado com recursos públicos, para uso particular durante as férias do mandatário.

O presidente da República tem sofrido críticas pelos momentos de lazer em meio à crise provocada pelos temporais que atingem a Bahia. Enquanto aproveita as férias, ele tem enviado aliados à região, a exemplo do que fizeram ministros nessa semana, e disse esperar “não ter que retornar antes” do fim do descanso.

A catástrofe já deixou 24 mortos e 91.258 pessoas desabrigadas ou desalojadas, segundo a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec). Até a quarta-feira (29), 136 cidades estavam sob decreto de situação de emergência.

Na terça-feira (28), Bolsonaro assinou uma Medida Provisória que libera R$ 200 milhões para reconstruir estradas federais danificadas pelas chuvas. Do valor total, apenas R$ 80 milhões foram reservados a Bahia. O restante será alocado em Minas Gerais, São Paulo, Pará e Amazonas.

A divisão também gerou críticas, pois no dia anterior, ao chegar a Santa Catarina, Bolsonaro deu a entender que reservaria o valor total para a Bahia. “Devemos agora, no início do ano que vem, assinar uma medida provisória com crédito suplementar de R$ 200 milhões para atender o pessoal. Vamos fazer tudo o que for possível por nossos irmãos na Bahia”, disse na segunda-feira (27), disse na segunda-feira (27).

Ainda não há informação se o estado do Nordeste receberá mais recursos do governo federal.

Com O Tempo



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