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Lava-jato é condenado por instalar câmeras em banheiro feminino

Um lava a jato de Belo Horizonte foi condenado pela Justiça Mineira a pagar R$ 30 mil para uma ex-funcionária por causa da instalação de câmeras no banheiro feminino do local. A condenação foi para reparar os danos morais sofridos pela mulher por causa das filmagens.

Foto: Reprodução / TV IntegraçãoFoto: Reprodução / TV Integração

A decisão veio da juíza Solange Barbosa de Castro Amaral, titular da 18ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. A ex-empregada da empresa atuava como lavadora de carros há cerca de três meses quando viu as câmeras e se sentiu violada.

A empresa se defendeu dizendo que o cômodo foi planejado para ser o almoxarifado e por isso tinha câmeras: “Tal cômodo abrigaria o que de mais valioso havia no negócio da reclamada. Importante que se frise que as câmeras JAMAIS foram sequer ligadas à eletricidade ou conectadas à rede de internet desde o momento em que foram posicionadas”, destacaram.

Mas a juíza se convenceu de que houve violação em relação a ex-funcionária “o dano de natureza moral é uma violação aos bens imateriais da pessoa humana, ligados aos seus direitos personalíssimos, quais sejam, a vida, a intimidade, a honra, a liberdade, a sua integridade física e psíquica, dentre outros”.

De acordo com um boletim de ocorrência da Polícia Militar de março deste ano era constante e ostensiva o assédio sexual por parte do patrão, direcionada às empregadas do lava-jato. Houve registro de intimidade sexual não autorizada, não só pela mulher que entrou com a ação, mas por várias outras funcionárias do estabelecimento.

Foram identificadas três câmeras no banheiro uma ao lado do vaso sanitário, uma instalada em cima da janela e outra atrás da porta de entrada do banheiro feminino.

Com O Tempo




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