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Empresa terá que indenizar em R$ 10 mil funcionária que não foi liberada após sofrer aborto espontâneo no trabalho

A empresa de telemarketing de Belo Horizonte Almaviva terá que pagar uma indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma ex-funcionária que foi impedida de procurar atendimento médico, após sofrer um aborto espontâneo durante o horário de trabalho. O caso é de 2017 e a decisão de 2ª Instância só veio em abril deste ano.

Área de atendentes pela internet dentro da Almaviva antes da pandemia — Foto: Divulgação/AlmavivaÁrea de atendentes pela internet dentro da Almaviva antes da pandemia — Foto: Divulgação/Almaviva

Segundo a Justiça do Trabalho, a mulher disse que estava passando mal para a supervisora por volta das 11h, mas foi obrigada até o final do expediente, às 13h35. De acordo com o processo, a ex-empregada permaneceu cerca de 15 dias sem trabalhar por ter perdido o bebê.

Para o relator, desembargador Luiz Otávio Linhares Renault, “a profissional recebeu tratamento excessivamente rigoroso, desrespeitoso e negligente, incompatível com um ambiente de trabalho harmonioso, justamente no momento em que ela precisava de apoio, ajuda e compreensão da empresa”.

A reportagem procurou a Almaviva e aguarda um posicionamento sobre o assunto. Ainda cabe recurso.

Com G1

 





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