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Defesa de família adotiva afirma que pai biológico vive com avó de criança alvo de disputa judicial em BH

O pai biológico da criança de 9 anos, adotada há seis, centro de disputa judicial em Belo Horizonte, mora com a mãe (avó da menina), que reivindica a guarda dela. A idosa negou que o homem more com ela.

Foto: Arquivo pessoalFoto: Arquivo pessoal

Ele foi condenado por matar o próprio pai anos atrás. "Homicídio torpe, por motivo de herança", disse a advogada da família adotiva da menina, Larissa Jardim, em entrevista em dezembro.

Este é um dos pontos que foram apresentados na ação julgada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta segunda-feira (1), que suspendeu a entrega da criança adotada à avó biológica. O G1 teve acesso ao processo, que corre em segredo de Justiça, e ainda não foi julgado de forma definitiva pelo STJ.

Na decisão do STJ, o ministro Antonio Carlos Ferreira disse "não ser conveniente o imediato e abrupto desfazimento do vínculo formado, em situação de estabilidade, embora relevantes os fundamentos lançados no acórdão impugnado, com opção pelo prestígio da família biológica”.

No acórdão, o relator disse que o casal que adotou a criança teve a guarda provisória deferida em junho de 2015. Mas, pouco depois, a avó biológica entrou com recurso, que foi julgado pelo Tribunal de Justiça, e a guarda provisória do casal adotivo foi revogada.

Em entrevista em dezembro de 2020, a avó paterna da criança confirmou que luta por ela desde o início.

"Essa adoção foi de um jeito estranho, nunca nem vi esse casal, nunca me deixaram ver a menina, perdi contato completamente. Desde o início eu procuro meus direitos para ter minha neta de volta", disse a avó, para quem "a Justiça foi injusta".

A avó também disse, na época, que o pai biológico da criança mora em casa diferente. O G1 procurou a avó nesta terça-feira (2), mas não conseguiu contato. Seu advogado disse que não quer comentar o caso.

Na ação, a defesa da família adotiva diz que o fato do pai biológico estar morando na casa da avó que pede a guarda “ensejará nova exposição ao risco antes reconhecido”.

Ainda segundo a alegação dos advogados dos pais adotivos, há denúncias de maus tratos contra a criança quando ela vivia com a família biológica. Era mal alimentada e obrigada a conviver em ambiente insalubre.

Com Portal G1

 





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