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Caminhoneiros protestam na MG-424 e BR-040 após novo reajuste no preço do combustível

Caminhoneiros protestam na Grande BH na manhã desta terça-feira (2) contra os reajustes seguidos no preço do diesel. Os trabalhadores estão na MG-424, em Vespasiano, perto do centro de treinamento do Atlético. Carretas e caminhões baú e tanque formam uma fila no lado direito das pistas nos sentidos Pedro Leopoldo e Belo Horizonte.

Greve na MG-424. Foto: Redes SociaisGreve na MG-424. Foto: Redes Sociais

Não há registros de congestionamentos. No entanto, os organizadores do movimento impedem a passagem de caminhões. Um dos líderes do movimento informou que veículos que transportam carga viva e alimentos perecíveis podem seguir viagem.

“Eles me pararam aqui. Para dá uma força pra turma, a gente para sem poder fazer nada. Evita algum problema e dá força pra galera. Todo dia aumentando combustível e ninguém está aguentando. Fica difícil para a gente trabalhar”, disse um motorista que saiu de Santa Luzia, na Grande BH, para Sete Lagoas, na região Central de Minas.

“Já comuniquei na firma, o pessoal já está avisado e vamos dá uma força para o pessoal. Vamos em frente. A situação do diesel está insuportável. Ninguém está aguentando, aumenta todo dia, vai indo a gente não aguenta e tem que fazer alguma coisa para ver se melhora”, disse.

A categoria está revoltada com a disparada no preço dos combustíveis, especialmente do diesel. A partir desta terça-feira, o litro da gasolina estará R$ 0,12 mais caro nas refinarias, subindo para R$ 2,60 o litro, uma alta de 4,8%. Já o diesel terá reajuste de R$ 0,13 por litro, indo para R$ 2,71, um aumento de 5%. O gás de cozinha também terá aumento de 5%, para um preço médio da ordem da R$ 39,69 o botijão de 13 kg.

Ribeirão das Neves

Caminhoneiros também fizeram manifestação contra aumento do Diesel na BR-040, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

Às 9h47 a faixa da direita estava interditada e, segundo a concessionária que administra a rodovia, havia grande lentidão no sentido Belo Horizonte.

Mercado internacional

Os reajustes seguidos no preço do diesel ocorrem em razão da política adotada pela Petrobras, que é baseada na cotação do barril de petróleo negociado em dólar no mercado internacional. Implantada na gestão Michel Temer (MDB), a iniciativa foi mantida pelo governo Bolsonaro.

Matéria-prima dos combustíveis, o petróleo é usado como referência na formação dos preços dos seus derivados. Assim, quando a cotação do petróleo sobe nas principais bolsas de valores do mundo, a Petrobras também revisa seus valores no Brasil. Somente neste ano o diesel e a gasolina já acumulam alta de 27,5% e 34,8%, respectivamente.

Em entrevista na semana passada, o professor de economia Felipe Leroy alertou que os reajustes vão continuar. "Se a gente continuar tendo alta do dólar, vamos ter aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis", disse.

Com Rádio Itatiaia





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