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Palácio das Artes homenageia Villa-Lobos no Grande Teatro

Vozes, instrumentos, dança e um Villa-Lobos bem brasileiro. Isto é um pouco do que o público vai conferir no Palácio das Artes, de quinta-feira (21) a domingo (24), nas apresentações do espetáculo Villa-Lobos: Choros. No palco do Grande Teatro, Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais se unem para prestar uma homenagem aos 50 anos de morte de Heitor Villa-Lobos.

As apresentações serão às 20h30, na quinta, sexta e sábado, e às 19h, no domingo. Villa Lobos: Choros tem direção geral e cenografia de Ione Medeiros; coreografia de Jomar Mesquita e regência de Charles Roussin.

O espetáculo

Segundo Ione Medeiros, o espetáculo que coloca lado a lado os três corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado tem o objetivo de apresentar uma visão mais popular do compositor brasileiro. A idéia é ainda localizar o papel de Villa-Lobos dentro do movimento modernista nacional e sua relação com eventos importantes, como a Semana de Arte Moderna de 1922. Durante todo o espetáculo, serão apresentados ícones da cultura brasileira, como Carmem Miranda, o futebol, obras de artistas como Cândido Portinari e diversos outros elementos que revelem um pouco da exuberância de Villa-Lobos e da identidade do Brasil, que ele tanto se empenhou para definir e mostrar ao mundo.

Para fazer uma homenagem justa a um brasileiro nascido no Rio de Janeiro e que, sozinho, aprendeu violão na adolescência, em meio às rodas de choro cariocas, a Orquestra, o Coral e a Cia. de Dança se reúnem em um mesmo palco. O tom de cada apresentação terá os choros escritos por Villa-Lobos, nas décadas de 20 e 30. O compositor fez 16 choros para as mais variadas formações: piano ou guitarra solista, conjunto de câmara, voz e orquestra, coros e grande orquestra. A obra Choros foi criada em uma época da construção da identidade brasileira.

Villa-Lobos foi considerado um compositor único por unir músicas com sons naturais. O artista utilizava sons da mata, eventos indígenas, africanos, cantigas, choros, sambas e outros gêneros muito utilizados no Brasil. A preocupação era sempre fundir suas obras com aspectos da música realizada no país.

A diretora do espetáculo, Ione Medeiros, fala da obra escolhida para homenagear o cinquentenário do compositor. “Os Choros de Villa-Lobos nos remetem ao modernismo dos anos 20, movimento que se propunha a repensar a nossa cultura, resgatar nossas tradições, costumes e etnias, tendo em vista a construção de uma identidade brasileira. Dentro desta proposta, presente na literatura, nas artes plásticas, na música, nos manifestos de artistas e intelectuais, elaborava-se a seguinte questão: que cara tem o Brasil? Retomando esta perspectiva, queremos esboçar cenicamente um caleidoscópio telúrico feito de sons, cores e imagens, reavivando ícones e traços de nossa memória afetiva e comemoramos a exuberância criativa de nosso povo”.

Cia de Dança

Sintonizada com as modernas linguagens da dança, a Cia. intensificou o processo de criação do bailarino no final da década de 90, criando novos espetáculos, seja por intermédio do trabalho parceiro com coreógrafos convidados, seja por meio de processos colaborativos com os bailarinos do próprio grupo. O atual foco de gestão da companhia se apóia na potencialidade criadora dos bailarinos, incentivando e promovendo a pesquisa em dança.

Orquestra Sinfônica

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais foi criada no dia 2 de setembro de 1976. Desde sua criação, vem cumprindo o papel de difusora da música erudita para o grande público. Só em 2008, foram realizados sessenta concertos. Sempre aprimorando a excelência de sua performance, a Orquestra diversificou sua atuação em óperas, balés, concertos, apresentações ao ar livre, na capital e no interior, executando um repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo.

Coral Lírico

O Coral Lírico de Minas Gerais comemora em 2009, três décadas de atividades ininterruptas é um dos raros corais profissionais do Brasil. Atualmente, o coral é regido pelo maestro Afrânio Lacerda e apresenta concertos que variam da música renascentista até óperas, operetas, oratórios e concertos sinfônicos-corais. O Coral Lírico de Minas Gerais prima pela versatilidade de seu repertório, que inclui desde a música renascentista até óperas, operetas, oratórios, concertos sinfônico-corais e a capella. Atua, frequentemente, ao lado das Orquestras Sinfônica e Filarmônica de Minas Gerais.

Serviço

Evento: Villa-Lobos: Choros, com Cia de Dança Palácio das Artes, Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Data / Horário: 21, 22, 23 (quinta, sexta e sábado): às 20h30
24 (domingo): às 19h
Valor: Platéia I e II: R$ 15,00 / Platéia superior: R$ 10,00
(meia-entrada conforme a lei)
Informação: (31)3236-7400
www.palaciodasartes.com.br
 
 
Agência Minas


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