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Ex-presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá é hostilizado novamente por torcedores em restaurante em BH

Mais uma vez, o ex-presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, foi hostilizado em um restaurante no bairro Lourdes, região Centro-Sul de Belo Horizonte, por torcedores do clube. Nas imagens, pelo menos duas pessoas se dirigem até a mesa do antigo dirigente, que almoçava com outras pessoas. Eles fizeram diversos xingamentos, culpando Pires pela atual situação da Raposa e foram contidos por seguranças.

Foto: Reprodução vídeo via WhatsAppFoto: Reprodução vídeo via WhatsApp

Nos primeiros minutos, os torcedores pedem para conversar com Pires. “Ele só vai escutar, nós não estamos agredindo”, disse. O clima começa a esquentar e a dupla retruca a participação do ex-dirigente na crise econômica e política que levou o clube a permanecer na série B do Campeonato Brasileiro.

A esposa do ex-dirigente também precisou intervir e disse que os torcedores são “manipulados” por informações divulgadas na imprensa sobre Pires. A mulher ainda pede que os torcedores abaixem o tom. No final, eles dão um conselho a Pires: “some da cidade, vira homem”, gritou. Uma fonte do conselho do clube, que pediu anonimato, confirmou que as imagens foram registradas neste domingo (28).

Wagner Pires de Sá não foi localizado para comentar os ataques.

Histórico de xingamentos

Em setembro do ano passado, Wagner Pires também foi hostilizado em um bar no bairro Lourdes. Um dos torcedores se aproximou da mesa em que estava o ex-presidente e questionou se ele “não tinha vergonha na cara”. A Polícia Militar chegou a ser acionada para conter os ânimos, mas Pires deixou o local antes.

Um mês antes, a Polícia Civil tinha concluído o inquérito da Operação Primeiro Tempo, que investigava eventuais irregularidades na gestão Pires. Conforme o documento, há provas de falsificação de documentos, apropriação indébita, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Além de Wagner, foram indiciados o ex-vice-presidente Itair Machado, o ex-diretor Sérgio Nonato e mais quatro empresários. Ele deixou o Cruzeiro no fim de 2019, após o rebaixamento do clube para a Série B e uma dívida acumulada no ano de quase R$ 800 milhões. Por conta da crise, a equipe precisou dispensar jogadores com altos salários e reformular o clube para uma nova realidade.

Da Redação com SuperFC





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