Menu

Artigos

Coluna / Gestão Administrativa / A Arte das Decisões Diárias

A nossa intuição é nossa principal ferramenta para tomada de decisão.

Todos os dias, utilizamos nossa capacidade de pensamento intuitivo, tomamos centenas de decisões desde o momento que despertamos: vou levantar agora ou mais cinco minutos de cochilo, usarei a roupa A ou melhor a B... decidimos também questões sobre alimentação, trânsito, trabalho, etc. Sempre estamos envolvidos em questionamentos e estas situações nos pedem o pensamento intuitivo.

E para que você leitor entre no clima do pensamento intuitivo, exerça na prática este teste:

* Um bastão e uma bola de Baseball custam juntos US$ 1,10 no total. O bastão custa um dólar a mais do que a bola. Quanto é que custa a bola?

Foto: ColunistaFoto: Colunista

A resposta foi rápida? Demorou um pouco?

Mas só para constar, ainda que esta pergunta pareça um tanto inocente, esconde uma armadilha para nossa própria intuição – 50% dos alunos, das melhores e mais conceituadas faculdades dos Estados Unidos erraram a resposta.

A resposta intuitiva é assumir que o taco custa US$1,00 e a bola 10 centavos. Mas se usarmos a prudência na hora de expor nossa intuição, veríamos que a soma é de fato US$1,10, porém, isso não responde a pergunta, na medida em que “... o bastão custa US$1,00 a mais que a bola.” Portanto, o bastão custa US$1,05 e a bola US$0,05.

Para refletir: como você toma suas decisões? Pensa e responde? Responde e depois raciocina? Por que confiou na intuição?
Vamos para mais uma:

* Uma caixa d’água leva 30 dias para encher. Esta caixa dobra o conteúdo todos os dias. No primeiro dia ela enche um litro, no segundo dia dois litros, no terceiro dia quatro litros e assim por diante. Quantos dias a caixa leva para chegar na metade de sua capacidade?

A nossa lógica, na qual aprendemos a confiar, é um atalho para tomada de decisão pelo menor esforço. Se a sua resposta foi quinze dias, a lógica intuitiva precisa ser calibrada. Vejamos, se a caixa leva trinta dias para encher e seu conteúdo é dobrado a cada dia, com vinte e nove dias alcança a metade, e o dobro da metade encherá a caixa em trinta dias. Assim, a resposta correta é: vinte e nove dias.

Não tenho a pretensão de filosofar sobre lógica ou mesmo intuição, mas mostrar que quando nos defrontarmos com certas situações, elas pedem nossas decisões, e respondendo rápido ou devagar, acertando ou errando, existe o reflexo da consequência.
Abraham Maslow, um psicólogo americano, merecidamente reconhecido por ter contribuído para a base clássica da Administração de Empresas, certa vez disse: “Se a única ferramenta que você tem é um martelo, para você tudo começa a se parecer com um prego”. Este pensamento realmente é uma referência sobre tomada de decisão.

E vamos caminhando leitor, dia após dia, plantando hoje para colher amanhã. Superando os obstáculos com a arte das decisões diárias, na medida do nosso conhecimento que, pela experiência, se fortalece. Como já dizia Maslow, “Toda a vida é educação e todo mundo é sempre professor e aluno”.

*Teste extraído e adaptado de “COGNITIVE REFLECTION AND DECISION MAKING,” BY SHANE FREDERICK (JOURNAL OF ECONOMIC PERSPECTIVES, 2005).



Wagner Alessandro Nogueira é Adm. de Empresas com Pós-graduação em Gestão de Negócios e MBA em Gestão de Varejo e Vendas. Consultor e Instrutor em Gestão Empresarial. Contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Coluna / Gestão Administrativa / As enchentes de cada dia

Ligo a TV, não passam cinco minutos, e toda uma avalanche de calamidades toma conta da tela. E todo início de ano são as mesmas tragédias: enchentes nas grandes cidades!

Mas o que isso tem a ver com Gestão Empresarial!? Explico:

Nos telejornais, entrevistam a Dona Maria e, com propriedade, esticam a história da má sorte dela, como tudo aconteceu, qual o tamanho da família, o que fazem, como estão se sentindo diante das perdas materiais, quais serão os próximos passos.

Em relação a estas notícias, somos espectadores da revolta alheia, e não é difícil nosso bom senso ser traído e começarmos a pensar que chuvas de verão terão sempre cara de tragédia, assim como foi para a Dona Maria. Mas, pensar desta forma não resolve o problema, ainda mais se formos aqueles que têm que por dever público a obrigação de buscar uma solução efetiva.

Neste sentido, o que realmente tem relevância é o fato de que as enchentes se formam basicamente pela falta de escoamento. E, sobre isto, quais são as atitudes a serem tomadas para que nas próximas chuvas não ocorram outros infortúnios como o que ocorreu com a Dona Maria e sua família?!

Não solucionar o problema e apenas remediar a situação faz com que certas pessoas sejam mais importantes e lembradas, tornando-as em alguns momentos até mesmo heróis, que sobrevivem do sensacionalismo.

Sob este prisma, é percebível, e não muito raro dentro das empresas, que o colaborador mais importante não seja aquele que sempre busca a prevenção de problemas (aliás, este nem aparece), mas o “cara” que “resolve”, que dá um “jeitinho”, que põe “panos quentes”, que “convence”, esse acaba por levar o rótulo de “essencial” para a “sobrevivência” da empresa. Esta figura fica torcendo para que ocorra uma “enchente”, no intuito de brilhar e ser a “notícia”, afinal, à sombra desta memória da empresa, às vezes em forma de quadro “funcionário do mês”, fica a luz de um holofote que cega para as mazelas organizacionais.

Destaque ao funcionário do mês / Foto Ilustrativa: curseduca.com.brDestaque ao funcionário do mês / Foto Ilustrativa: curseduca.com.br

Nos jornais qual seria a notícia de capa que venderia mais? 
- Obras foram feitas para evitar as próximas enchentes. 
– Tragédia! Enchente deixa mais de 500 famílias desabrigadas.
Como dissemos, a história mais lembrada não é a preventiva, mas a da “sobrevivência”. 

Só existem duas formas de planejar: antes (preventiva) e depois (corretiva), a segunda geralmente é mais onerosa e também a de maior repercussão.

Na verdade, a história que realmente deveria ser a mais lembrada, a do planejamento, da organização, da gerência, dos projetos e etc., deixa espaço para o estresse.

Quais foram suas “tragédias” dos 12 meses anteriores? Você tem um ano pela frente agora, vai prevenir ou vai continuar gastando tempo na sobrevivência?


Wagner Alessandro Nogueira é Adm. de Empresas com Pós-graduação em Gestão de Negócios e MBA em Gestão de Varejo e Vendas. Consultor e Instrutor em Gestão Empresarial. Contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Coluna / Gestão Empresarial / Quero ser patrão

A grande maioria pensa em ser patrão, entre outros motivos, por estar entediada em ficar sentado atrás de uma mesa de trabalho, lidando com clientes “chatos” o dia todo e ainda escutando o seu chefe constantemente reclamando. Se você quer empreender para fugir disso ou algo parecido, digo apenas, reveja seus conceitos, porque ser patrão está longe de ser uma zona de conforto.

Para ser patrão, no caminho do empreendedorismo, tem que por na bagagem algumas considerações:

Foto: www.motivo.meFoto: www.motivo.me

Empreender é um desafio

Empreender apresenta obstáculos que não teria de enfrentar, se continuar trabalhando para alguém ou alguma organização.

Na bagagem do empreendedor inclui manter o controle, além de suas finanças, do caixa da empresa, contratação e gestão de pessoal, negociações constantes com fornecedores, gestão das operações da empresa e realização de pesquisas de mercado constantes. Tais requisitos são como as velas de um barco, capazesde direcionar a empresa no mar da concorrência.

Buscar, aprender e desenvolver novas habilidades e conhecimentos

A fim de superar os desafios que serão apresentados no caminhar do empreendimento, é preciso desenvolver novas habilidades e melhorar as já existentes.

Assim, o pacote de habilidades inclui a gestão do tempo, a organização, a comunicação, o trabalho em equipe, os cálculos, as apresentações, o planejamento de negócios, a logística, o estoque, o desenvolvimento de uma marca, as mídias sociais, entre tantas outras.

Eficiência

Executando o próprio negócio significa que o empreendedor começa a estabelecer os prazos.

Neste momento o empreendedor está por sua conta e riscoe,por isso, é importante ser autodisciplinado o suficiente para fazer as coisas na hora certa, para que a empresa possa fazer um bom progresso.

Enfim, ser um empreendedor significa que fará o uso de muitos “chapéus” diferentes.

Estes incluem: o de líder, de comerciante, de gerente, de relações públicas, de negociador, pesquisador, etc.

E experimentar este tipo de variação todos os dias pode ser muito gratificante, desde que esteja preparado para aprender todas as habilidades e conhecimentos necessários para executar essas funções para as quais se propôs, quando decidiu pegar a mala e trilhar pelo caminho do empreendedorismo.


Ser o próprio patrão

E sendo patrão do negócio, será o maior responsável pelo negócio, que compreende entre o insucesso até o sucesso.

Neste sentido, responsável significa que poderá fazer as coisas à sua maneira. Isso dará a “liberdade”de fazer o que quiser com o seu negócio diariamente.
Ufa... são tantas coisas que são levadas em consideração!

Agora, se você tem um plano de negócios bem construído e pesquisando encontrou um espaço no mercado, que chamamos de oportunidade e, que se pode conectar com algo que se tem vontade ou gosta de fazer, então vale a pena dar o salto e ser patrão!

Os sonhos realmente podem se tornar realidade – se a preparação for do mesmo tamanho!



Wagner Alessandro Nogueira é Administrador de Empresas e Pós-graduado em Gestão de Negócios - Consultor e Instrutor em Gestão Empresarial. 

Coluna / Gestão Administrativa / Hoje tem promoção?

HOJE TEM PROMOÇÃO? TEM SIM SENHOR!

Quem não gosta de “salvar” um dinheirinho, não é verdade? Os mais experientes entre nós fazem todo um esforço para economizar alguns centavos aqui e ali, em supermercados, procurando os jornais de ofertas e placas de promoção espalhadas pelas lojas.

Do outro lado, existe uma força de varejo disputando o que temos no bolso, desenvolvendo estratégias para reter nosso dinheiro. E, claro, tem comércio para todos os tipos de renda.




Mas, não diferente de outros negócios, tem supermercados que são reconhecidos por práticas descaradas para enganar o cliente e, no intuito de ludibriá-lo, o que não falta é criatividade.

Várias são as formas de lesar, e de lesados todos temos uma história para contar.

Uma entre tantas é quando se compra um quilo de linguiça e dentro do pacote vem tanta água que acaba por extrapolar 20% do peso total. Compra-se água a preço de linguiça? Isto é desonesto. E neste sentido, por muitas vezes, compramos gelo pela mesma história.

As “manobras” mais comuns, a meu ver, são mesmo as placas de “promoção”. Só porque uma placa diz “promoção” não significa que tenhamos encontrado algo que realmente se aproxime de uma pechincha. Alguns supermercados, menos que honestos, promovem queda nos preços por uma irrisória porcentagem (ou mesmo nenhuma), tentando justificar que o produto entrou em “promoção” e penduram uma placa como isca para fisgar os mais despercebidos.

E pasmem! Pior que isso, é ter a “criatividade” de manipular a informação com verdadeiras ilusões de ótica para que, à primeira vista, sejamos levados a ler um número que não existe. Neste exemplo o número maior “3” é propositalmente “escondido” por um menor “0”.



Eu inocentemente pensei que seria somente esta “armadilha”... uma vez que, onde se lê (rapidamente) 2,08 leia-se, na verdade, 2,38. Mas, para minha surpresa este supermercado estava repleto destas “ciladas”.

Pois bem caro leitor, fuja de empresas que não respeitam o consumidor, que de forma maldosa querem arrancar os nossos centavos.

Como já dito, existem comércios para todos os tipos de bolsos... como também existe toda sorte de concorrência e, segundo o meu falecido avô, “só se estabelece quem tem competência”.




Wagner Alessandro Nogueira é Administrador de Empresas e Pós-graduado em Gestão de Negócios - Consultor e Instrutor em Gestão Empresarial. 

Coluna / Gestão Empresarial / Qual é mesmo seu endereço?

_ “Qual é mesmo seu endereço”?

Quem nunca se irritou com essa pergunta? Ainda mais quando a mesma é feita, reiteradamente, pela 10ª... 21ª...e 37ª vez que você liga para o mesmo serviço tele entrega...

Pois bem! Nos meus finais de semana, para confraternizar com a família e amigos, quase sempre peço pizza. E pasmem! O lugar onde costumo fazer os pedidos ainda me pede esta informação todas as vezes que ligo...

Então, vou voltar ao tempo... No ano 2000, em São Paulo, liguei para a empresa aérea TAM e assim que a minha ligação foi atendida, a funcionária me chamou pelo nome, sem ao menos eu me identificar... E, não ficou só nisso, perguntou como foi minha última viagem (sabia a localidade) e só depois perguntou o que eu desejava. Na época (há quase uma década e meia atrás) fiquei paralisado e curioso. Afinal de contas, que era aquilo!? Tecnologia de ponta? Inteligência artificial? Eram as hipóteses que vinham na minha cabeça!

Caro leitor, na verdade era o que conhecemos hoje como “bina” (identificador de chamadas) associado a um software onde relaciona o número de telefone que chama com o cadastro que a empresa possui.

Ter o “Bina” hoje é barato, prático e necessário (ou melhor, imprescindível) e, entre tantos outros benefícios, destacamos também a questão da segurança.
Foto: www.aprocura.com.brFoto: www.aprocura.com.brNeste sentido, se hoje a tecnologia está disponível qual a razão de ainda me perguntarem: “qual é mesmo o seu endereço!?”.

A resposta para esta indagação (com ares de indignação) está na ausência de um cadastro! Isso mesmo, falta o cadastro de clientes, que não se compra, tem que ser produzido. E sobre este aspecto, muitas empresas não tem um “simples” cadastro, por não possuírem conhecimento a respeito ou mesmo, por não se preocuparem com uma gestão mais eficiente.

Mas e aí? Se a pizzaria não faz o cadastro, eu como cliente, tenho que repetir meu endereço por reiteradas vezes? Apenas confirmar é muito mais fácil e mais rápido! Não ocupa tanto a linha, libera a atendente para receber um número maior de ligações que reflete também em um maior número de vendas.

Quantas vezes eu já liguei e a linha estava ocupada!?... Eram os costumeiros clientes proferindo a mesma fala – endereço, telefone de contato, ponto de referencia, explicando toda vez que quer a pizza sem borda de catupiry, etc.

Um dia conversando com uma ex-funcionário do atendimento de uma pizzaria ela me confidenciou que no final do expediente ela tinha bolhas d’agua nos dedos de tanto escrever (com força moderada) num bloquinho com carbono todos os dados e preferências dos clientes e mau jeito no pescoço de segurar o telefone entre o ombro e a cabeça para liberar as mãos para o repetitivo serviço.

Percebam, é um desserviço para a empresa e principalmente para o cliente.

Que comecemos agora uma revolução pelo bom cadastro... Não quero __ e acredito que vocês também não querem __ repetir endereço toda vez que pedirmos uma água mineral, um sanduíche, um medicamento,... ou mesmo a pizza de que tanto já falamos.




Wagner Alessandro Nogueira é Administrador de Empresas e Pós-graduado em Gestão de Negócios - Consultor e Instrutor em Gestão Empresarial.