Sete Lagoas 04 de Setembro de 2010


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Pólo de Tecnologia de Sete Lagoas é tema de reunião entre empresários

Os empresários da cidade, que desenvolvem sites, softwares, hardwares e suprimentos de informática, e representantes da Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas (ACISEL) discutiram nesta semanaa implantação de um Pólo de Tecnologia na cidade. O evento contou com o apoio da
Prefeitura Municipal, Centro Universitário UNIFEMM, Câmara de Dirigentes Lojistas, Faculdade Cenecista e Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (ASSESPRO).

De acordo com o presidente da sede mineira da ASSESPRO-MG, Ian Carlos Martins,  a associação tem o objetivo de representar e defender os interesses comuns das empresas do setor de TI, além de fomentar o desenvolvimento de negócios e criar meios para o fortalecimento desse empresariado. “O polo deve ser o espaço para se exercitar o associativismo, para a capacitação de empresários e funcionários e, ainda, para que os associados consigam o baixo custo nas parcerias, compras e contratações de serviços”, explicou Ian Martins.

Durante o evento, os empresários citaram suas demandas comerciais, técnicas, financeiras e operacionais. Segundo o setor, os desafios apresentados, são a capacitação e retenção da mão de obra local. De acordo com o levantado, os bons profissionais e bacharéis em Sistema de Informação saem de Sete Lagoas em busca de oportunidades profissionais em outros lugares. Por último, os empresários avaliaram que a cidade precisa desenvolver convênios de estágios dos graduandos nos cursos universitários afins nas empresas do setor para incentivar a atuação na cidade.

Outro ponto trabalhado no reunião é a falta de incentivo fiscal, citada como um entrave para o desenvolvimento das empresas de tecnologia. Segundo os empresários presentes no auditório da ACISEL, a redução de tributos atenderia a todos que querem formatar o pólo tecnológico.  De acordo com os empresários, enquanto ele pagam 5% de ISS em Sete Lagoas, as empresas de tecnologia de Belo Horizonte, que pagavam apenas 0,5% , hoje são tributadas em 2%.

Para o secretário municipal Eder Luiz Bolson, é preciso que se prevaleça em Sete Lagoas a idéia de aliança entre empresários, no momento da oferta e da compra. “Ainda não temos essa cultura inspirada nos japoneses de privilegiar o empresariado local. O pólo de tecnologia ganhará muito se os empresários de Sete Lagoas começarem a vender, comprar e desenvolver softwares, hardwares e suprimentos de informática entre eles”, afirmou.

Eder Bolson acredita também que a criação de um ambiente tributário legal é viável, desde que exista a mobilização do setor. “Os empresários de Sete Lagoas nunca pediram essa espécie de incentivo. Se houver a reivindicação de alíquotas favoráveis ao desenvolvimento das empresas do ramo de tecnologia, ela é legítima e totalmente benéfica para a economia da cidade”.

Para o presidente da ACISEL, Eduardo Rocholi, a capacitação e qualificação de empresários e funcionários serão balizas para as melhorias do setor de tecnologia. “Devemos unir as empresas que trabalham com tecnologia, desenvolvimento de sites e elaboração de softwares e hardwares para que esse pólo tecnológico se transforme no mais importante fornecedor de serviços e equipamentos para as grandes empresas que estão chegando a Sete Lagoas”, conclui.
 
da redação com informações da ANC Comunicação, Eventos e Negócios
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